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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Pessoas dificeis

Uma caracteristica que não tolero é a arrogância.

Passei um sábado fantástico na companhia do meu filho, amigo e marido. Passeamos bastante e os bons momentos para mim são aqueles que passo ao ar livre

Este sábado dediquei-o à Quinta de Sto. Inácio, em Avintes, Vila Nova de Gaia. Apesar de ser dispendioso o valor das entradas, os momentos que lá se passam são muito agradáveis: tudo está em harmonia, os animais, as flores e o espaço é digno do período romântico.

Gosto sempre de lá voltar e aconselho.

O meu filho delira e para mim é um consolo. Já o meu marido decidiu embirrar com o amiguito do filhote, um pré adolescente que como tal o nome indica, entrou na fase de usar determinado tipo de roupa e penteado. A mim não me incomoda, porque a pureza da sua idade permanece e isso agrada-me. A forma de chocar com o miúdo foi horrível e mais uma vez eu chego à conclusão que esta pessoa a quem chamo de marido nada tem a ver comigo. Decidiu simplesmente gozar, ou porque tinha o cabelo espetado, ou porque a máquina fotográfica não funcionava como ele dizia, enfim "parvalheiras" de um homem que com 40 anos não é capaz de discernir idades e ambientes.

Tirando isto, a tarde foi bem passada, porque os miudos usufruiram de uma nova experiencia.

Daí ter começado com a arrogância porque o meu marido foi mais uma vez arrogante, uma pessoa horrível. Não consegue ser diferente a pobre alma.

Porque vivo com esta pessoa se a mesma nada me diz, simples, tenho um filho. Muitos poderão dizer os filhos não devem ser motivo para a união dos pais, fácil dizer mas eu não me sinto de consciencia tranquila em terminar esta relação. Acho que o meu filho merece ter uma familia como todos os seus colegas da escola, eu devo esforçar-me nesse sentido, se o pai não é capaz eu tenho de superar e abraçar ambas as partes.

Sei que sou confusa, talvez tenha as ideias desordenadas, mas já tentei estar afastada e todas as noites ou quase todas tinha pesadelos neste sentido, achar que era egoísta e nao fazer tudo o que estava ao alcance para superar a situação e dar uma família ao meu filho.

Após este tempo de separação voltamos a aproximar-nos, tive muito medo, estive quase a desistir, mas os dois lados da balança pendiam ora para um ora para outro e acabei por voltar. Com isto ganhei a zanga da minha família, nunca mais a minha mãe e irmã me falaram, acharam que eu as enganei e decidiram simplesmente ignorar que eu existo e o desprezo é constante. Desprezo ao ponto de me verem em locais públicos e nem sequer me dirigirem uma palavra. Parece mentira mas é verdade. Quando decidi voltar, conversei com a minha mãe, tentei explicar os motivos, ela não quis ouvir, ficou mal e  a partir daí nuncai mais me falou.

Por um lado poderão ter razão sabem que este homem com quem vivo nunca me fez muito feliz e já "engoli muitos sapos" como se costuma dizer; por outro esta atitude também não facilita porque ele aproveita o desprezo delas para constantemente me espicaçar dizendo que são umas malvadas.

Chego a um beco que por muito que tente não encontro a saída, também a "crise" de que tanto se fala e que me afecta não permite que eu dê o salto para a independencia. Quando me separei vivi com os meus pais e aí o descalabro aconteceu porque o meu espaço nunca foi respeitado aliás fizeram-me a vida num inferno.

Esta "novela" irá continuar em posts seguintes, porque cheguei ao ponto de não desabafar com ninguém, acho que não devo sobrecarregar quem me rodeia e também porque a desconfiança impera.

 

 


publicado por simplesblog às 17:20

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